Natal: precisamos de mais espírito cristão!

domingo, 25 de dezembro de 2016 Pôla Pinto



Luzes, enfeites, roupas novas, muitos presentes, muita comida, luxúria extravagante: essa, infelizmente, tem sido a tônica do período de Natal,  quando o capitalismo lança seus apelos midiáticos e consumistas e nos fazem transformar uma festa cristã num momento propício ao cometimento mais frequente de vários dos sete pecados capitais, como a gula, a luxúria, a inveja e a vaidade.

Definitivamente, a imagem comercial do Natal não condiz com a manjedoura e o estábulo simples em que nasceu o verdadeiro dono da Festa, Jesus Cristo. Destoa completamente do verdadeiro espírito da Festa.

Num pingo de consciência cristã, lembramo-nos de desejar aos amigos e familiares um Feliz Natal, com votos de paz, saúde, felicidade. Menos mal. Essa, na verdade, seria a essência do período natalino, quando deveríamos celebrar com alegria o Nascimento do Menino Jesus, carregando essa celebração de todos esses sentimentos nobres.

Agora, num clique, remetemos a todos os contatos das redes sociais – nem todos são amigos tão de perto – mensagens prontas de Feliz Natal e Boas Festas, sem efetivamente dizermos, conscientemente, uma só palavra propriamente nossa, pois apenas passamos adiante mensagens, fotos e vídeos que já recebemos de alguém ou que colhemos em alguma página da internet.

A propósito, nesses dias senti imensa alegria por receber um daqueles antigos cartões de Natal, de uma instituição séria, que prezou por escolher uma mensagem mais pessoalizada e teve o “trabalho” de preencher manualmente alguns pontos do cartão, tarefa que passei a minha vida de criança e adolescente fazendo para a minha mãe Maria do Junco, que gostava de enviar tais cartões a parentes e amigos próximos em cada Natal.

Quando chega dezembro, de repente lembramos, inspirados pela essência do espírito natalino, mesmo em meio às ideias capitalistas que quebram a essência do Natal, que podemos sim ter um mundo melhor, com mais amor, mais harmonia, paz e igualdade entre todos. Ao menos dizemos isso em mensagens eletrônicas que passamos adiante.

Infelizmente, porém, antes do desmonte dos presépios de Natal voltamos ao nosso dia-a-dia, em que abundam falta de respeito, falta de amor ao próximo, indiferença aos problemas alheios, desumanização crescente.

O espírito de Natal se vai rapidamente após a data de Nascimento de Jesus Cristo, mas aqueles apelos de uma sociedade capitalista excessivamente consumidora continuaram pelo restinho do ano e pelo ano vindouro, agora sob os pretextos de “reveillon”, carnaval, Dia das Mães, Páscoa, festas juninas, Dia dos Pais e assim por diante.

O que pedir então a Deus, e não a Papai Noel, que historicamente só “entrega presentes” aos filhos de quem tem algum recurso financeiro? Devemos pedir que, de fato, possamos lembrar o ano inteiro que ser cristão e celebrar a vida de Jesus Cristo é algo muito maior, que requer doses agudas de amor, caridade, carinho e respeito ao próximo. E devemos começar isso em família, pois de nada adiantar pensarmos em mudar o mundo se não resolvermos primeiro os nossos problemas mais próximos.

Feliz Natal!

Alcimar Antônio de Souza


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